Ecologias em Terra Paulista (1894-1950)
Publicado: 26/05/2026 - 07:46
Última modificação: 26/05/2026 - 08:07

Ao longo do século XIX, o avanço da economia cafeeira impulsionou o desbravamento do interior paulista, promovendo intensas transformações ambientais em regiões até então pouco exploradas. Entre essas áreas, destacou-se o Noroeste paulista, especialmente a cidade de São José do Rio Preto, que, entre as décadas de 1910 e 1940, tornou-se um dos principais polos de crescimento econômico do Estado de São Paulo.
A partir da análise de jornais e revistas publicados entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, esta pesquisa investiga a formação de uma crítica ambiental relacionada à expansão econômica paulista. Os discursos analisados revelam duas perspectivas centrais: de um lado, a valorização do progresso e da ocupação territorial, que compreendia a destruição da natureza como consequência necessária do desenvolvimento; de outro, críticas aos impactos ambientais provocados pela expansão agrícola, defendendo formas mais equilibradas de relação entre sociedade e natureza.
Desse modo, este trabalho busca compreender as origens, as tensões e as disputas entre essas diferentes concepções sobre o meio ambiente no contexto da modernização paulista.
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